segunda-feira, 5 de julho de 2010


Uma troca de olhares que se vão fechando timidamente, e eles logo se aproximam, tocando-se suavemente; encostam-se e fogem, num jogo sedutor, brincam como duas crianças, lutam como quem se zanga violentamente, e depois separam-se um pouco, deixando cada um sentir a respiração forte do outro; uma respiração unida capaz de embaçar o espelho dos olhos que se entreabrem novamente, e brincam outra vez, tocam suavemente o outro e fogem. Fogem, sempre para perto! encostam-se e desviam-se timidamente, deixando-os saborear cada instante quente que passa, e voltam a fundir-se, diluindo-se num só. Como se o tempo ali fosse eterno, neles nos meus lábios sinto dos teus, nesse primeiro beijo que a cada vez, só nós partilhamos.

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