
Há certas horas que não precisamos de um amor, não precisamos de uma paixão desmedida, não queremos beijo na boca, e nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama; há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quentinho, ao lado, sem nada dizer; há certas horas, quando sentimos que estamos para chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, e nos fazer sorrir, alguém que ria das nossas piadas sem graça, que ache nossas tristezas as maiores do mundo, que nos faça elogios sem fim, e que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionavel, que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado, alguém que nos possa dizer: acho que você está errado, mas estou do seu lado... ou alguém que apenas diga: sou seu amigo e estou aqui.
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