quinta-feira, 24 de junho de 2010


As vezes começo a pensar; eu queria ter um namorado, que ele me pegasse depois das aulas em seu carrinho esporte colorido de dois lugares e me levasse por aí, até os milharais, onde as hastes estivessem altas; eu queria ter um cara louco por mim, perdidamente, inteirinho meu, o tipo de cara que sentasse em seu carro, sem fazer mais nada, diante da casa da minha mãe no meio da noite, com os cabelos ainda molhados do chuveiro e vestindo uma camiseta de algodão bonita e limpa. Daí, iríamos ao oriental nas noites de sexta-feira e nos sentaríamos la, no escuro, nenhum dos dois realmente assistindo ao filme, ou estacionaríamos diante da praia, deitaríamos na areia e contaríamos piadas; enfiaríamos uma barraca de acampar na picape e iríamos por ai, qualquer lugar, tudo que os outros veriam seria nossa poeira e fumaça.

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